terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mês do Morcego: O melhor e o pior do Cavaleiro das Trevas

Eu adoro o Batman, você adora o Batman, todos adoram o Batman!

E a Jennette também, mas isso não vem ao caso agora.

Desde que a Terra é redonda, o Homem-Morcego vem sendo explorado (opa!) de várias formas. Hoje em dia, vários diretores (eu sou um deles) desejam fazer filmes com ele.

Os resultados variam entre o excelente ao terrível, e veremos agora os piores (e melhores também) momentos da carreira do Cavaleiro das Trevas.

Vamos lá?

EU SOU A NOITE!


As "aventuras" do Morcego plebeu (1943)

Pois é, quem conhece apenas o Batman dos anos 60 não conhece o que havia bem antes.

...

É, essa frase não faz uma porra de sentido, mas enfim...

Lá no distante ano de 1943, o Batman teve sua primeira aventura no cinema, interpretado por Robert Lowery, um sujeito que não sabia meter medo com a barriga de chopp que tentava esconder por baixo da roupa.

Aliás, a roupa toda era uma pobreza: a máscara era folgada, chifres de touro e o resto eram tão pobres que parecia fazer parte de mais uma série do Chespirito.

E a série toda era uma pobreza só: erros de continuidade, uso frequente do chroma key (achou que o Chapolin era o primeiro que usou?) e roteiros sem um pingo de seriedade, além do fato de que NENHUM dos vilões de quadrinhos aparece.

Claro, em plena Segunda Guerra Mundial, os americanos puseram um japonês lá, mas quem ligaria? Na série do Superman, nem mesmo o Lex Luthor estava lá.

Ou estava?

A volta dos que não foram (1949)

Sai de cena Robert Lowery, e entra Lewis Wilson, outro gordão que não agradou sequer os fãs.

Novamente, voltou a pobreza: a máscara escureceu, mas os chifres voltaram, além de ter um Robin mais velho (com 32 anos, pra se ter uma ideia) como seu parceiro.

Depois não quer ser investigado como pedófilo, não é, Bruce Wayne?

Surtando de vez (1966-1968)

Ah sim, chegamos aos célebres anos 60, época de séries clássicas, músicas bombásticas....

E época do Batman gordinho.

Eu juro, esta é a melhor coisa que já fizeram com o Homem-Morcego. Adam West, mesmo tendo uns quilos a mais (que tradição boa, hein?), está perfeito como o Batman.

... pelo menos ele seria melhor que George Clooney...

Quem não se lembra das onomatopeias gigantes que surgiam durante as lutas (POW!, SOCK!, SPLAT!!), os constantes "Santo......, Batman!" do Menino-Prodígio e do Coringa de bigode merece uma surra de pau!

Procure sobre a série no Youtube, que tem uma das melhores aberturas do mundo!

Nanico, mas intimidador (1989-1992)

Se a série colorida não agradou muito, os dois filmes do Tim Burton certamente agradou poucos.

Claro, Michael Keaton não tinha o mesmo tamanho de um Adam West, mas sabia assustar apesar dos enredos mornos.

Nos dois filmes, a máscara era dura e mal deixava o ator mover o pescoço, fato que repetiria nos filmes seguintes, mas isso é outra história.

O fato é que Keaton acrescentou o sistema de mudança de voz, que se repetiu em Batman: The Animated Series.

Pois é, quem diria que um baixinho poderia ser tão durão?

A maldição dos mamilos salientes (1995)

Quando Michael Keaton pulou fora, Tim Burton ficou na produção pra dar lugar ao Joel Schumacher.

Eu devo ser o único que gosta de Batman Eternamente, mas o fato é que algumas pessoas massacram este filme pelos malditos mamilos e do close na bunda do Val Kilmer.

Eu também achei mais repugnante, mas tirando isso e o Robin adolescente, dá pra aproveitar bem o filme.

Mas mal poderíamos esperar que Joel Schumacher cometeria uma atrocidade entre nós.

Surtando de vez... de novo (1997)

Ah sim, vocês tentam esquecer (eu também) deste filme, mas nada pode apagá-lo.

A trama, totalmente frouxa, e o bom mocismo em excesso condenam essa produção, que parece ter saído de uma passarela do carnaval do Rio de Janeiro.

E o pior é que Joel Schumacher pôs o "médico" George Clooney por baixo da armadura.

Calma que ainda fica pior!

O diretor voltou a fazer os horrendos closes na bunda e os mamilos salientes, além de inserir diálogos homossexuais que estavam lá por estar mesmo.

Graças a Deus o diretor assumiu a culpa, pois iríamos linchá-lo.

O retorno das trevas (2005, 2008, 2012)

Pois é, graças ao Joel Schumacher, tivemos que esperar para um novo filme do Batman ser feito.

E então, surge o britânico Christopher Nolan prometendo inserir realismo na mitologia do Cavaleiro das Trevas.

Dito e feito, surgiu Batman Begins com Christian Bale.

Trazendo de volta a voz grossa que Michael Keaton ascrescentou ao personagem, o filme fez sucesso pelo seu realismo espantoso.

Então surgiu O Cavaleiro das Trevas, que foi bem aclamado por também ser realista ao extremo.

E pra provar que não estava brincando, Nolan dirigiu O Cavaleiro das Trevas Ressurge, encerrando de vez a trilogia.

Agora é só esperar alguém dirigir Batman Triunfante e mataremos a saudade.

Bazzinga!

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