quinta-feira, 30 de junho de 2016

Uma análise das versões originais inalteradas da trilogia Star Wars


Eu amo Star Wars.

De verdade.

Vibrei de emoção com O Despertar da Força e vociferei os mais variados palavrões quando vi as modificações idiotas que o George Lucas fez.

E depois que a franquia foi comprada pela Disney, os fãs esperavam que a empresa lançasse as versões inalteradas da trilogia, porém como Uma Nova Esperança pertence à Fox, fica muito impossível. E também porque especula-se que os negativos originais estão podres (o que eu acho estranho, uma vez que George Lucas sempre foi muito cuidadoso... pelo menos até 1997)

E também porque George Lucas é um ganancioso que se recusa a lançar as versões originais com que todo o mundo cresceu e chorou assistindo.

Vocês choraram na (SPOILER) morte do Yoda (FIM DO SPOILER), que eu sei.

Porém... eis que surge um verdadeiro Jedi chamado Harmy.

Este sorridente rapaz salvou a vida de
muitos fãs de Star Wars - inclusive deste que vos fala.
"Harmy" (apelido de Petr Harmáček) é da República Tcheca e assumiu a dolorosa missão de restaurar as versões originais e inalteradas da clássica trilogia, pegando várias versões do mesmo filme e reconstruindo cena-a-cena, o que com certeza deve ter aumentado seus HP a um nível superior.

Pelo que eu pude notar, ele retirou tudo que envolvia CGI e cenas longas e arrastadas, além de fazer um favor de retirar a cena tosca em que o Greedo atira primeiro.

YAY!

Imagem comparativa. Notem como na versão "despecializada"
a computação gráfica não faz falta. 
Não só isso, mas um dos colaboradores (que é brasileiro, provavelmente) conseguiu recuperar a dublagem clássica da Herbert Richers.

É, aquela que passava na Manchete, onde tinha o C-3PO com a voz do Alf e o Darth Vader tinha a voz do Mumm-Ra, além do fato de terem chamado a Estrela da Morte de Estrela Mortal e o R2-D2 de "Ár Two Dito" (o que fez muita gente pensar que o nome dele era Arthur, já que naquela época não havia internet ou Telecurso 2000, então os tradutores tinham que esquentar a cabeça pra adaptar a maioria das coisas do melhor jeito possível)

Também dublaram a maioria dos grunhidos do Chewbacca, o que sem dúvida me deu risada em muitos momentos.

Aliás, alguns vão me odiar pelo que vou dizer aqui, mas a verdade tem que ser dita: eu prefiro mil vezes o dublador original do Han Solo do que o Guilherme Briggs.

Não me levem a mal, eu gosto do Briggs, mas vamos ser realistas porque ele não serve pra ser a voz do grande mercenário da Galáxia. Somente Francisco Milani e Garcia Júnior (sim, o dublador do Schwarzenegger) tem o jeito certo de fazer um personagem badass pelo timbre da voz.

É também estranho quando a maioria dos soldados são apenas
imagens (mal) recortadas. Milagre que tem o Harmy pra corrigir...
Claro que a dublagem original comete uns pequenos erros imperceptíveis na maioria das vezes, como a tradução ao pé da letra na maioria das frases e alguns erros de pronúncia, mas nada que prejudique a narrativa. Afinal, Herbert Richers sempre foi sinônimo de qualidade e nunca decepcionou.

Afinal, quem nunca sentiu saudade do Ricardo Mariano narrando "versão brasileira... (com pausa e tudo) Herbert Richers"? Ou de quando chamaram os rebeldes de "Revoltosos" na dublagem do Retorno de Jedi?

E obrigado, Harmy, por ter retirado o Darth
Vader emo da cena final do Retorno de Jedi!!!

Bom, quase não postei fotos da trilogia, até porque os filmes já foram exibidos à exaustão e eu só iria me repetir.

Enfim, assistam. Vocês vão gostar.

Porém... vou esclarecer uma coisa: como todo mundo deve saber, esses filmes foram editados por fãs exclusivamente PARA os fãs da saga. Ou seja, é expressamente proibido sair por aí vendendo DVDs piratas dessas versões inalteradas, até porque são uma preciosidade para quem coleciona as dezenas de bugigangas do Star Wars e não estão em domínio público (não enquanto George Lucas estiver vivo), portanto se encontrarem cópias ilegais vão até à página do Harmy (ou, de preferência, do seu sócio Han Duet) no Facebook e denunciem pra que ele e seus asseclas possam fazer JUSTIÇA!!!

Porque pirataria é crime em qualquer parte da galáxia.

Que a Força estejam com vocês e até a próxima... eu espero...


domingo, 5 de junho de 2016

Uma breve análise de Dragon's Lair


Em 1983, Don Bluth inventou um dos games mais populares do mundo onde você controlava o destino do seu personagem, quase como a Telltale vem fazendo com Walking Dead.

E como o próprio Bluth vai fazer um filme via crowdfunding, nada melhor do que analisar a versão remasterizada do jogo para os consoles.

E é bom?

Bem... mais ou menos...

Princesa Daphne, o principal motivo dos nerds terem desejos sexuais
por mulheres fictícias.
A história é muito simples (muito mesmo): você está no controle de Dirk, um banana que num golpe de sorte é encarregado de resgatar a sensual Princesa Daphne, que é mais interessante que a princesa Peach.

...

Sério, é só isso. A história é somente esse fiapo, mas mesmo assim o jogador se mantém intrigado e ligado nela.

Bom, não chega a ganhar nenhum Oscar (até porque games não levam estatuetas), mas é legal.

E como eu não tenho mais nada pra falar da história, vamos falar da parte técnica.

Este é o casal mais belo, recatado e do lar que você já viu.
Sério mesmo.
Os gráficos são incríveis.

Uma vez que é basicamente um filme interativo, a animação não deixa a desejar. Os movimentos são fluentes e os efeitos especiais são impressionantes até hoje.

A dublagem é empolgante, mas só se resume a grunhidos, Dirk gritando como se tivesse sido castrado e a voz sensual da Princesa Daphne, que era feita por uma das animadoras.

Porém (sempre tem um "porém" daqueles bem grandes), acabamos esbarrando no principal problema: a jogabilidade.

Não faça essa cara, Dirk.
Você sabe que é verdade.
A jogabilidade é a seguinte: você assiste ao filme e aperta um determinado botão no momento certo para dar prosseguimento à história... ou a algum outro destino mais cruel.

Sabem aqueles trechos de Quick-time event que você jogou mil vezes em God of War? Pois é, veio daqui.

Só que controles bons não significam boa jogabilidade, pois requer muito reflexo e paciência do jogador, caso contrário o jogador pode ser reduzido a uma pilha de ossos (literalmente) se não escolher o caminho certo.

E mesmo jogando no Easy, você vai morrer muitas vezes, pois há tanta coisa acontecendo na tela que seu cérebro entra em combustão espontânea.

Claro, na primeira vez que jogar pode não incomodar, mas tente mais algumas vezes e você vai vociferar mais palavrões que a Regan MacNeil.

"Espero que essa poção me dê uma bola quadrada..."
E qual é meu veredicto?

Bem... o "jogo" (se é que podemos chamá-lo assim) só é interessante se ativar a opção de assistir e deixar o controle do video game pra lá.

Apesar dos excelentes "gráficos", o jogo é difícil. Qualquer errinho minúsculo e você já é levado para os braços calorosos da Morte, fazendo com que o jogador fique nervoso a ponto de se tornar um serial killer por causa do grande trauma.

...

Oh meu Deus... então era verdade... games realmente fazem com que nos tornemos assassinos...

Rápido!!! Destruam todas as máquinas de fliperama, consoles e queimem seus jogos antes que seja tarde!!!!!

Até a próxima, minha gente.


(Nota: como eu prevejo que vai ter uma dúzia de comentários escrevendo pilhas de texto a respeito das últimas coisas que disse antes de fechar o artigo, vou logo falando que era tudo sarcasmo. Sério, vocês precisam ter senso de humor... Mas evitem jogar Dragon's Lair e só assistam ao "filme"(?). É mais aliviante)