domingo, 5 de junho de 2016

Uma breve análise de Dragon's Lair


Em 1983, Don Bluth inventou um dos games mais populares do mundo onde você controlava o destino do seu personagem, quase como a Telltale vem fazendo com Walking Dead.

E como o próprio Bluth vai fazer um filme via crowdfunding, nada melhor do que analisar a versão remasterizada do jogo para os consoles.

E é bom?

Bem... mais ou menos...

Princesa Daphne, o principal motivo dos nerds terem desejos sexuais
por mulheres fictícias.
A história é muito simples (muito mesmo): você está no controle de Dirk, um banana que num golpe de sorte é encarregado de resgatar a sensual Princesa Daphne, que é mais interessante que a princesa Peach.

...

Sério, é só isso. A história é somente esse fiapo, mas mesmo assim o jogador se mantém intrigado e ligado nela.

Bom, não chega a ganhar nenhum Oscar (até porque games não levam estatuetas), mas é legal.

E como eu não tenho mais nada pra falar da história, vamos falar da parte técnica.

Este é o casal mais belo, recatado e do lar que você já viu.
Sério mesmo.
Os gráficos são incríveis.

Uma vez que é basicamente um filme interativo, a animação não deixa a desejar. Os movimentos são fluentes e os efeitos especiais são impressionantes até hoje.

A dublagem é empolgante, mas só se resume a grunhidos, Dirk gritando como se tivesse sido castrado e a voz sensual da Princesa Daphne, que era feita por uma das animadoras.

Porém (sempre tem um "porém" daqueles bem grandes), acabamos esbarrando no principal problema: a jogabilidade.

Não faça essa cara, Dirk.
Você sabe que é verdade.
A jogabilidade é a seguinte: você assiste ao filme e aperta um determinado botão no momento certo para dar prosseguimento à história... ou a algum outro destino mais cruel.

Sabem aqueles trechos de Quick-time event que você jogou mil vezes em God of War? Pois é, veio daqui.

Só que controles bons não significam boa jogabilidade, pois requer muito reflexo e paciência do jogador, caso contrário o jogador pode ser reduzido a uma pilha de ossos (literalmente) se não escolher o caminho certo.

E mesmo jogando no Easy, você vai morrer muitas vezes, pois há tanta coisa acontecendo na tela que seu cérebro entra em combustão espontânea.

Claro, na primeira vez que jogar pode não incomodar, mas tente mais algumas vezes e você vai vociferar mais palavrões que a Regan MacNeil.

"Espero que essa poção me dê uma bola quadrada..."
E qual é meu veredicto?

Bem... o "jogo" (se é que podemos chamá-lo assim) só é interessante se ativar a opção de assistir e deixar o controle do video game pra lá.

Apesar dos excelentes "gráficos", o jogo é difícil. Qualquer errinho minúsculo e você já é levado para os braços calorosos da Morte, fazendo com que o jogador fique nervoso a ponto de se tornar um serial killer por causa do grande trauma.

...

Oh meu Deus... então era verdade... games realmente fazem com que nos tornemos assassinos...

Rápido!!! Destruam todas as máquinas de fliperama, consoles e queimem seus jogos antes que seja tarde!!!!!

Até a próxima, minha gente.


(Nota: como eu prevejo que vai ter uma dúzia de comentários escrevendo pilhas de texto a respeito das últimas coisas que disse antes de fechar o artigo, vou logo falando que era tudo sarcasmo. Sério, vocês precisam ter senso de humor... Mas evitem jogar Dragon's Lair e só assistam ao "filme"(?). É mais aliviante)

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