Os piores e mais imbecis momentos da carreira do Batman


(este artigo foi inspirado neste aqui que foi escrito pelo Amer Houchaimi em seu blog lá em 2011, com a óbvia diferença que estou substituindo o Miranha pelo Batman)

Ler e consumir quadrinhos é sempre uma faca de dois gumes, e isso obviamente se aplica ao Batman.

Afinal, pra cada Ano Um há um A Queda do Morcego ou um Grandes Astros Batman & Robin, e é um ciclo que vem se repetindo há anos.

E quadrinhos é uma mídia que raramente consegue ter uma consistência somente de acertos, o que infelizmente abre brecha pra alguns roteiristas terem carta branca pra publicar qualquer tipo de besteira envolvendo o Cruzado Embuçado.

Acompanhem e verão que o inimigo definitivo do Batman sempre será um roteirista imbecil e mal intencionado.


A Queda do Morcego

E por que não começar logo com essa porcaria?

Vejam bem, volta e meia aparece algum roteirista na DC com a ideia de testar os limites do Batman e ver até onde o personagem pode ir.

Lógico que há um jeito bom e ruim de fazer isso, e essa saga é o jeito ruim.

O que é uma pena porque ela começa relativamente bem.

A saga começa com o Bane, vilão que logo entraria pro hall de inimigos, que foi criado com o objetivo de se sentir superior ao Morcegão, então ele começou seu plano libertando todos (sim, TODOS) os seus inimigos e bandidos para cansá-lo, e quando conseguiu ele quebrou a coluna do Batman.

Até aí, beleza. O problema é o que veio depois.

Bem, como ele já estava incapacitado e esmilinguido, Bruce Wayne decidiu passar o manto do Batman pro Azrael/Jean-Paul Valley, pois ele achou que seria um bom substituto.

Porque a DC realmente acreditou que todo jovem fã de Batman nos anos 90 iria amar ver um sujeito qualquer vestindo o uniforme dele e bancando o herói.

E piora quando a metade da saga começou a ser publicada no estilo "vilão da semana" e mostrava que os maiores inimigos do Morcegão, mesmo os mais ardilosos e que já subjugaram o herói mais uma vez, não eram páreos pra um adolescente mimado que achava que era fodão por ser agressivo e cuzão.

Felizmente a DC ouviu as reclamações dos fãs e trouxeram Bruce Wayne de volta pra uma luta acirrada e reconquistar o manto que era dele por direito, só pra depois ferrar com ele de novo em histórias mais imbecis e que colocam em cheque qualquer bom senso que ele tem.

Que exemplo de herói.


A história do traje do Batman Arco-Íris

Essa aqui tem um motivo tão retardado de existir que até hoje não faz sentido pra mim, por mais que eu tente colocar algum.

Contexto: na história o Dick Grayson salva uma menina de um acidente e acaba quebrando o braço, fato este que vira assunto em todos os jornais.

E isto se torna um problema, afinal se ele usar o uniforme do Robin com o braço quebrado os inimigos vão ligar os pontos e a chance de invadirem a Mansão Wayne pra dar um tiro de 12 no Dick e no Bruce é gigante.

Se bem que, considerando que até o Charada e o Duas-Caras invadiram a mansão sem muita dificuldade em Batman Eternamente, me faz pensar por que o Bruce investiu tanto pra construir a Batcaverna e não num sistema de segurança que prestasse.

Enfim, qual a solução que o Batman, o maior detetive do mundo e uma das mentes mais inteligentes, tem pra esse problema?

Simples: o Robin continuaria enfrentando o crime normalmente, mas o Batman usaria um traje alternativo com as cores do arco-íris pra chamar a atenção dos inimigos e do publico e distraí-los, assim ninguém veria que o Menino-Prodígio está com o braço quebrado e a identidade secreta estaria segura.

Pois aparentemente o Bruce Wayne não acreditava em folgas e obrigava o Dick a trabalhar pra ele mesmo nas situações mais difíceis, além de se humilhar em público usando um traje ridículo acreditando que este era o melhor plano do mundo.

E ele já humilha o pupilo o fazendo usar um traje com as cores do semáforo (que já chama a atenção das pessoas por destoar do tom sombrio do Morcegão com suas cores vibrantes), uma cuequinha e sapatilhas do Peter Pan, não acho que ele precisa se submeter a isso só pra protegê-lo em vez de deixar o coitado de molho na mansão até o braço se recuperar.

E como se isso não bastasse, ele também usa um traje alternativo com um alvo enorme no peito e na capa, o que só coloca ainda mais em dúvida sua reputação de homem inteligente.


O Batman mijão

Sim, isso aconteceu.

Pra quem não sabe, The Widening Gyre é uma minissérie que era meio que uma sequência de outra minissérie do Batman chamada Cacofonia.

A minissérie é cheia de humor imbecil e momentos de vergonha alheia, como por exemplo o momento que o Batman e a sua namorada Silver St. Cloud transam tão alto a ponto de chamar a atenção dos golfinhos que estavam ali perto e que acabaram contando do feito pro Aquaman.

Mas nada é tão humilhante e degradante quanto a vez que o Batman se mijou.

Lembram de quando ele invadiu uma reunião de uma família criminosa em Ano Um?

Pois bem, como podem ver na imagem ele admite que neste momento ele mijou nas calças durante um momento que era pra ser intimidador.

É.

Aliás, o Batman é tão imbecil nessa minissérie que ele confia no Baphomet (o vilão da história) o suficiente pra deixá-lo ter acesso à Batcaverna, o que me faz voltar o pensamento do por que o Bruce Wayne nunca investiu em um sistema de segurança decente, uma vez que qualquer um dos seus inimigos - por mais chinfrim que seja - pode facilmente invadir a Batcaverna ou a Mansão Wayne.

E, para o choque de zero pessoas, esta minissérie foi escrita pelo Kevin Smith (sim, o mesmo Kevin Smith que escreveu aquela série pavorosa do He-Man) e nunca foi publicada no Brasil, o que me dá motivos suficientes pra agradecer a Panini de nos poupar de gastar dinheiro com esta merda.


Aquela vez que o Batman obrigou o Robin a comer ratos

Infelizmente não tivemos a mesma sorte com Grandes Astros.

Pois bem, Grandes Astros Batman & Robin surgiu numa época que o Frank Miller achava que colocar seu nome em qualquer bosta era garantia imediata de sucesso, afinal ele tinha publicado Ano Um, Sin City e O Cavaleiro das Trevas e isso deu muita moral dentro da indústria.

Graças a ele fomos agraciados por merdas como o filme do Spirit, a sequência (desnecessária) da adaptação de Sin City e essa saga de quadrinhos, que acompanhava Batman e Robin nos primeiros dias de treinamento do Menino Prodígio.

Porém o que era pra ser uma história esquecível continuou sendo esquecível, mas com tanta brutalidade quanto um filme do Sam Peckinpah ou do Quentin Tarantino.

E também tem uma cena que ele e a Canário Negro transam enquanto os inimigos são queimados vivos no fundo da cena, o que me faz ter medo do que o Bruce Wayne consumia enquanto treinava na Liga das Sombras.

Mas nada se compara ao momento da imagem acima.

Pois bem, enquanto treina Dick Grayson, Bruce decide testar a coragem do garoto o trancando por um mês numa caverna, o que fez ele obrigar a comer ratos pra sobreviver.

Sim, o mesmo Bruce Wayne que tratava o Dick quase como um filho, decidiu de uma hora pra outra bancar o Jigsaw. Assim, do nada.

E vocês aí falando que só o James Gunn era metido a "edgelord".


A saga do Bruce Wayne peladão

Ah, Neal Adams... o que aconteceu com você?

Um dos melhores roteiristas que a DC já teve infelizmente teve que ser obrigado a escrever esta merda e a editora simplesmente publicou porque achou que era sucesso garantido pelo mesmo motivo que publicaram a saga do Frank Miller.

Juro que eu nunca entendo o que esses executivos fumam.

Pra quem nunca leu esta merda - e eu te invejo por isso - , simplesmente consiste do Bruce Wayne pelado contando histórias pra um espectador misterioso (logo digo quem é), mais precisamente o que aconteceu momentos antes dele estar na Batcaverna nu em pelo.

Dentre esses acontecimentos posso citar o momento que Batman decidiu ensinar ao Robin que o uso de armas é errado dando uma arma ao garoto, o que fez o Menino Prodígio despirocar e mais uma vez me faz questionar os métodos de treinamento do Bruce.

Aliás, logo depois é revelado que o tal espectador a quem ele conta essas histórias é ninguém menos que o Superman.

Fico imaginando os pesadelos que o garoto de Krypton teve depois de ser obrigado a ouvir essas merdas em cada edição.

Compartilhamos de sua dor.

Argh, chega, não quero mais falar disso.

Enfim, já sabem o que fazer. Comentem, compartilhem, enfim. Compensem pela minha dor.

Até a próxima, minha gente.

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