As terríveis continuações destruidoras de franquias
Normalmente quando se lança um filme ou um jogo forma-se muita expectativa em volta dele.
Sempre tem aquele grupo que veste a camisa e acredita no sucesso dele até o final, enquanto outros esperam pelo fracasso pra varrerem tudo pra debaixo do tapete e fingirem que nunca gastaram rios de dinheiro naquilo.
Porém, sem aviso, o tal filme/jogo faz um sucesso astronômico.
E como todo engravatado busca por mais dinheiro pra saciar sua fome de lucros, eles logo planejam uma continuação. Claro, existem boas continuações que perduram o legado de uma determinada por mais algumas décadas até vir o inevitável remake/reboot.
Mas há também aquelas continuações ruins... que só existem pra ganhar dinheiro... e que trouxas continuam pagando sem se importar com a qualidade...
Por que eu não abri uma fazenda no interior em vez de me irritar com atitudes de pessoas idiotas?
Sem mais delongas, acompanhem-me.
Life is Strange: Double Exposure
Ah, Life is Strange...
Eu falei poucas vezes desse game aqui no blog, mas o pouco que eu falei só serviu como prova de que eu nunca tive apreço por esse game.
E boa parte disso se deve por conta de uma personagem: Chloe Price.
Pra quem nunca jogou o game... imagine aquela pessoa que você detesta. Aquela que vive reclamando de tudo, que quer tudo de mão beijada, se acha a tal por deixar o pão cair com a manteiga virada pra cima e quando não consegue o que quer tem um ataque de pelanca típico de uma criança mimada... exceto que a tal "criança mimada" já é jovem adulta.
ESSA é a Chloe Price, só que 10x pior e com o cabelo pintado de azul anis.
E nos games que ela aparece ela não muda em nada, mesmo se você tentar fazê-la ser menos cretina em Before the Storm. Ela continua uma piranha insuportável, o que só dá vontade de quebrar o videogame ou pedir reembolso.
E sabem o que é pior? Tem gente que se identifica com ela! Do mesmo jeito que se identificaram com Crepúsculo, meninas acham OK se identificar com uma vagabunda de cabelo azul que só sabe reclamar e espernear quando o mundo não gira em torno dela, o que deixaria Nicolau Copérnico muito puto da vida.
E sabem o que é ainda pior? Mesmo se você fizer o final de salvar a Chloe (pois aparentemente você preferiria salvar uma garota detestável e destruir uma cidade que nunca fez nada pra você), em Double Exposure não faz diferença pois a Chloe termina o relacionamento pra dar uns pegas na Victoria!
Ou seja, você só a salvou pra levar um chifre anos depois!
Lembrem-se disso quando ficarem indecisos entre salvar a cidade ou ela, tá certo?
Earthworm Jim 3D
Eu nem pretendia falar sobre esse game porque eu não vou muito com a cara do Doug TenNapel (que se tornou um insuportável que defende o roubo de artes através da IA) e também nunca morri de amores por Earthworm Jim, mas mesmo assim eu precisava falar caso contrário meu profissionalismo iria pro vinagre.
Exceto que nunca fui profissional, mas enfim...
Pois bem, pra quem nunca ouviu falar de Earthworm Jim (e eu duvido que ninguém conheça), são games onde você controla uma minhoca falastrona que usa uma roupa espacial e anda por mapas onde você pode lançar vacas pro infinito e além, tem que lidar com cachorros raivosos mordendo sua buzanfa e por aí vai. Os games fizeram um sucesso razoável, tanto que até ganhou um desenho que passou na Globo.
Tudo muito bom, tudo muito bem, até que chegou a nova geração que engoliu a geração 16-bits e trouxe junto uma enxurrada de games que ou trouxeram alguma inovação ou era só um repeteco de tudo que já vimos antes mas com nova roupagem.
Earthworm Jim 3D não é nenhum e nem outro, é apenas um lixo completo. Os gráficos são feios até pros padrões do Nintendo 64, não tinha nem metade das fases que foram mostradas na caixa do game e a jogabilidade era terrível, e olha que esse é o mesmo console que trouxe Super Mario 64 (que trouxe uma inovação tanto nos visuais quanto na jogabilidade e na câmera, algo que na época deu uma puta dor de cabeça pros programadores que não conseguiram se adaptar aos novos tempos).
E nem preciso falar que depois do lançamento desse jogo nunca mais se ouviu falar na minhoca falastrona, né?
Duke Nukem Forever
Duke Nukem é aquele tipo de franquia que começou tendo vida curtíssima no PC e pouco a pouco foi migrando para os consoles, conquistando uma legião bem fiel de fãs.
E depois de tantos trancos e barrancos saiu Duke Nukem 3D e foi aquele sucesso extraordinário trazendo um Duke mais mulherengo, dizendo frases icônicas de filmes e exalando testosterona como se não houvesse amanhã.
Foi quando os fãs ficaram se perguntando quando Duke Nukem teria um novo game.
E eles esperaram.
E esperaram.
E esperaram.
E esperaram mais.
E 20 anos depois, quando os fãs já não estavam esperando mais, a Gearbox Software finalmente resolveu lançar Duke Nukem Forever... e todos os fãs que ainda tinham esperança foram até o prédio da desenvolvedora e depredaram toda a empresa.
Nah, isso não é verdade. Na verdade eles entraram numa unanimidade que o jogo era uma diarreia gigantesca com gráficos datados, humor infantiloide (até mesmo pros padrões da franquia), gameplay que já não era mais novidade pra ninguém e que era melhor a franquia ter ficado em 1997.
E o baque foi tão intenso que atualmente a franquia sobrevive somente de relançamentos de Duke Nukem 3D, o que é um fim triste pra algo que tinha seu valor e sua significância pra época que foi lançado mas pelo menos deu uma sobrevida pra algo que não teria condições de ter o mesmo impacto atualmente pois iriam destruir tudo aquilo que os fãs conhecem até virar um poço de nada que só agrada uma parcela pequena de "jogadores" (vide os lançamentos de games como o novo Saints Row).
Banjo-Kazooie Nuts & Bolts
Eu falei que os fãs de Duke Nukem sofreram, mas os fãs de Banjo-Kazooie até hoje sofrem.
Bem, pra quem não sabe, Banjo-Kazooie era um joguinho bem legal onde você controlava um urso de bermuda que controlava pecinhas de quebra-cabeça junto com uma pássara, pra salvar a irmãzinha de uma bruxa que queria roubar a beleza dela e ficar mais atraente.
Qual o problema dessas bruxas em querer roubar a beleza de animais antropormóficos? Primeiro foi a Mizrabel com a Minnie no Castle of Illusion e agora a bruxa do Banjo-Kazooie teve a mesma ideia?
Mas que porra?
Enfim, os games foram lançados, teve sua legião de fãs que por MUITO tempo implorou por uma continuação de Banjo-Tooie, que foi bastante divulgado pela Rare... até que a empresa foi comprada pela Microsoft, o que preocupou muito os fãs pois cancelaram centenas de projetos da Rare.
Então saiu o famigerado teaser, que deu uma nova expectativa aos fãs que ficaram ansiosos porque finalmente o tão esperado Banjo-Threeie seria lançado e em uma nova plataforma.
E o game finalmente saiu.
Assim, eu sei que Nuts & Bolts tem uma legião considerável de fãs e admiradores que jogavam o game na infância e respeito isso. Mas quando você espera anos por um jogo e recebe algo tão porco como esse, o mínimo que se espera é um pouco de respeito por parte dos desenvolvedores.
Infelizmente não foi o que aconteceu aqui, pois o game é uma prova de como NÃO fazer uma continuação de um jogo. Além da gameplay não ter nada a ver com o que os fãs estavam acostumados (plataforma e collect-a-thon foi substituído por uma mecânica caótica de customizar carrinhos como se fossem pecinhas de Lego), o game apresentou um humor cínico que destoava do tom inofensivo dos games anteriores, zombando dos fãs e da própria franquia, o que são ingredientes perfeitos pra destruir qualquer confiança do público que outrora comprou os games da empresa e ajudou Banjo-Kazooie a ter a fama que tem.
Alguns fãs até hoje esperam por Banjo-Threeie, enquanto o restante aceitou a derrota e preferiu matar a saudade dos dois primeiros games no Rare Replay.
E é isso. Lamento pela demora constante, mas eu realmente esperava ter mais paixão pra escrever e eu gosto bastante de falar besteiras aqui.
Não posso prometer desta vez que eu vá dar um jeito nesses atrasos, mas vou me esforçar pra falar mais besteiras enquanto eu ainda estiver de pé.
Até a próxima, minha gente!







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