Analisando Super Mario World décadas depois


Eu me considero um veterano de guerra quando o assunto é video game.

Já joguei de tudo: Master System, Mega Drive, Nintendo 64, PolyStation... porra, até Dactar (que era o primo pobre do Atari 2600) eu já joguei!

E quando ganhei meu Super Nintendo no aniversário, eu tive meu contato com Super Mario World. E obviamente não fui o único que teve contato com esse jogo, uma vez que ele vinha junto com o console, o que facilitou muito o sucesso do título.

Mas por que será que ele é tão lembrado? Será que ele era realmente bom ou é a nostalgia falando mais alto de novo?

É o que veremos.


Depois de terem salvado o Reino dos Cogumelos das garras fétidas do Bowser em Super Mario Bros. 3, Mario e Luigi decidem tirar umas férias na Ilha dos Dinossauros.

Mas, como Deus não alivia nessas horas, a Princesa Peach desaparece de novo, o que tira o sossego dos irmãos mais uma vez e os faz se embretar pela floresta da ilha. No meio do caminho eles se deparam com ovos de dinossauro (bem, se você está numa ilha chamada Ilha dos Dinossauros, é óbvio que você vai encontrar dinossauros lá, né non?), que aqui servem como "cápsulas de aprisionamento" dos dinossauros da ilha, um deles sendo o Yoshi. Juntos, os irmãos partem em busca de mais um resgate da princesa Peach, contando com a ajuda de uns amigos e enfrentando variados obstáculos.

Super Mario World é uma mescla de ideias antigas com algumas ideias novas. Claro que a cada jogo novo tem alguma novidade, mas é nesse aqui que as novidades realmente fazem a diferença. Por exemplo, além de manterem a estrutura de mapas do Super Mario Bros. 3, algumas fases tem um atalho para destravar outra fase, que pode ser percebido quando o pontinho da fase pisca uma luzinha vermelha. Também tem algumas fases bônus, onde em uma fase você chuta a bunda cascuda dos Koopa Troopas e na outra você ativa uma passarela colorida pisando em um botão enorme.

Ah, e se você conseguir passar na Special Zone (se realmente conseguir, merece uma surra de pau porque nem eu consegui) vai reparar que o clima da ilha vai mudar pro outono, além de que isso transporta o game automaticamente pra época do Halloween. Não faz muita diferença, mas se quiser realmente completar as 96 fases - sim, 96 fases - , precisa fechar a Special Zone.

O som também evoluiu bastante. Koji Kondo, que trabalha na franquia desde o Nintendinho, traz uma trilha sonora maravilhosa que aproveita bastante os chips sonoros do console. Inclusive se você estiver montado no Yoshi, você percebe que Kondo teve o cuidado de adicionar uma batida de bongô por cima da música. E, se você passar um tempinho na Special Zone (que são fases tão difíceis que você vai acabar usando uma camisa de força no final), tem uma surpresinha pra quem passou a vida jogando Super Mario Bros. no Nintendinho - ou no PolyStation. 

São esses detalhes que fazem a diferença e que ajudam a deixar o jogo memorável.

Outra coisa que vai passar batido para quem está jogando é que a localização americana mudou o nome de alguns inimigos, substituindo-os por artistas da música. Por exemplo, aqueles triceratops chatos que vivem cuspindo fogo quando você tenta derrubá-los na lava são chamados de Buibui no japonês, enquanto na localização americana eles foram chamados de Reznor.

Não sei se o Trent Reznor manjava de Super Nintendo, então não tenho certeza se ele gostou de ser homenageado com seu nome sendo usado em um bicho pré-histórico que cospe fogo.


A jogabilidade é a mesma de qualquer side-scroller: você vai do ponto A ao ponto B, com umas leves diferenças.

Conforme é mostrado na imagem acima, uma dessas diferenças na gameplay foi a adição da capa, que faz o Mario voar ao infinito e além pra coletar itens que estão fora do ponto de visão, além de que é muito útil pra descobrir coisas escondidas, além de atalhos representados por uma chave e uma fechadura.

E você vai usar MUITO a capa, já que há MUITOS itens escondidos pelas fases. Normalmente tem gente que acha isso uma perda de tempo, mas no caso do Super Mario World até que vale a pena perder tempo explorando as fases e ver quantas coisas você pode encontrar. Só toma cuidado com o tempo, porque se ficar explorando muito e esquecer de jogar o relógio vai zerar e você vai perder uma vida a toa.

Outro recurso novo é o Yoshi. O dinossaurinho (que todo mundo se referia como cavalinho) era muito útil, pois além de conseguir comer os inimigos, ele também podia andar sobre os espinhos. O triste é que, como aconteceu com muita gente, nos momentos de desespero entre os pulos, o jogador "acidentalmente" sacrificava o Yoshi no precipício só pra dar um pulo mais alto.

Não adianta fingir, eu sei que você jogava o Yoshi para os braços da morte só pra não perder uma vida por causa de um pulo mal calculado.

Seu sádico!


Sinceramente, não tenho muito o que falar sobre esse jogo que outras pessoas já não falaram antes.

Super Mario World até hoje é um dos melhores games do Super Nintendo. Misturando ideias novas com antigas, a gameplay fica mais intuitiva e viciante, o que mostra que o Miyamoto realmente sabe o que tá fazendo quando o assunto é entregar um bom jogo.

E é isso. Sei que esse ano não consegui atualizar tanto o blog, mas os problemas pessoais me afetaram e isso acabou refletindo no blog.

Ano que vem prometo resgatar alguns artigos inacabados, mas por ora quis fazer algo rápido e instantâneo.

Um ótimo 2026 a todos e até a próxima, minha gente!

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