sábado, 23 de abril de 2016

Os games banidos no Brasil


Eu sinceramente não sei se alguém ainda visita esse blog, uma vez que eu quase nunca posto alguma coisa e me espanto com o fator "deserto" contido aqui.

Digo, além do Blog do Amer (que é sensacional, caso você ainda não tenha visto), alguém mais lê blogs? Porque o Blogspot pode durar uns dez mil anos se eu estiver certo e mesmo assim é capaz de acabar igual ao Flogão.

Quem já teve um sabe como é.

Pois bem, hoje trarei um assunto random que muita gente anda usando pela internet afora e portanto pra alguns de vocês não deve ser novidade: os games que foram banidos no Brasil.

Porque quando um game é lançado aqui pra que possamos dar dinheiro ao responsável pra que ele não morra de fome, nada mais saudável que um advogado filho da puta surgir do nada e acabar com a festa, não é mesmo?

Então aqui terão alguns games que foram banidos, seja pelo motivo mais idiota ou algo mais sério.

O que eu duvido muito, pois a maioria foi por motivos idiotas. Aqui é o Brasil, o que esperavam?

Então chega de enrolar e vamos começar!


Postal

Este aqui é um caso muito peculiar. Eu só soube da existência desse game através do filme do Uwe Boll.

Que aliás, é um filme bem... meh.

Não me entendam mal, eu curto filmes (bons) de games, mas sempre tem aquele meio ruinzinho que a gente tenta não olhar, mas não resiste.

Aconteceu comigo quando vi o filme do Alone in the Dark. Me arrependi de ter feito isso logo depois.

Pois bem, Postal... não tem uma história a ser seguida. Você é um transeunte inocente que sai por aí tocando o terror e matando todo mundo que encontrar pela frente. Simples assim.

E toda essa simplicidade fez com que o game fosse banido aqui... o que não adiantou pra nada, uma vez que ele está disponível na Steam.

O segundo game da série tinha uma história pelo menos (ainda que absurda): você é o mesmo transeunte inocente do primeiro game, mas agora vive num trailer com um pitbull e uma esposa que nunca aparece e que te dá tarefas pra fazer ao longo da semana.

O grande diferencial do segundo game era que você podia optar em jogar como um cara pacífico (sem matar/chutar/mijar) ninguém ou ser o facínora sádico de praxe e sofrer com as consequências. Isso é uma clara referência aos games da Rockstar, que dão essa liberdade pra terminar o jogo como der na telha.

E claro que o game TAMBÉM foi banido aqui (o que também não deu em nada, pois a Steam o está disponibilizando... só não sei até quando), pois games são mais causadores de crime do que... armas e traumas psicológicos.

Vejam bem, a vida toda eu joguei games violentos: desde Counter Strike (que também foi banido aqui porque sim), quase todos os jogos da série GTA e desde então não me tornei um drogado homicida que metralha todo mundo como se não houvesse amanhã. Não é porque um ser humano normal (e com bom senso) joga World of Warcraft que ele vai pegar uma faca na cozinha e sair matando trolls ou n00bs que só querem roubar seu HP e seu armamento quando menos esperar.

Ou seja, pra essas pessoas de cabeça pequena que agem desde a era dos quadrinhos, vídeo games são a maior causa dos crimes que acontecem. Então se um dia eu for preso, podem culpar o Sonic ou o Mario, porque eles foram causadores de má influência.

Maldito encanador italiano...


Carmageddon

Este é mais um da série "games sem história, mas que mesmo assim todo mundo ama passar horas jogando".

Aqui a trama é tão simples do que você pode imaginar: você é um piloto de um carro (óbvio) super hardcore e você sai esmigalhando pessoas e acumulando pontos durante o ato.

Por algum motivo, os advogados imbecis daqui baniram o game porque acharam que as crianças depois iriam pegar o carro do pai e sair atropelando todo mundo a esmo. Pois Carmageddon é uma causa maior de problemas na estrada do que... bebida alcoólica e drogas.

E é por isso que não adianta o Brasileiro ter alguma coisa legal porque sempre vai ter um afetadinho pau no cu pra tirar de um jeito ou de outro.

Essa cambada de bicha que não curte violência excessiva (NOS GAMES, que fique claro)...


Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned

O banimento desse game é tão estúpido... tão imbecil... que eu preciso dividir com vocês.

A história? Bom, você controla Johnny Klebitz, membro de uma gangue de motoqueiros que se envolve nas mais altas confusões típicas de GTA e coisa e tal...

"E por que o game foi banido?", você pergunta (eu acho, porque eu não sei o que vocês pensam aí do outro lado)

Bom, foi por causa da utilização de um trecho de uma música funk, a "Bota o Dedinho pro Alto".

...

Sério? Baniram um game por causa dessa merda? Com tanto problema no mundo, vai banir um excelente game por causa dessa porra que nem pode ser considerada música, não importa o que a Dilma diga?

Tomar NO CÚ, Brasil!


Bully

Esse aqui todo mundo conhece e a maioria sabe o motivo que ele foi banido (pelo menos no Rio Grande do Sul, porque algum PAU NO ÂNUS quis alguma glória pessoal pra se vangloriar mais tarde)

Bom, aqui o jogador assume o controle de Jimmy Hopkins, garoto-problema que é matriculado numa escola, fazendo vários amigos e inimigos e descobrindo coisas ocultas sobre a escola e seus funcionários, blá blá blá...

Se quer saber mais, vá jogar o game! Ora essa...

Por pouco esse game não foi banido também nos EUA. O Jack Thompson (inimigo mortal dos gamers) queria banir o game pois alegava ser um "simulador de Columbine" (quem quiser saber mais sobre essa referência, assista Tiros em Columbine que é bem legal). E ele mostrou uma gameplay para o juiz, que (graças ao bom Deus) não viu nada de errado com o game, alegando que o mau comportamento havia punição e que o fator mundo-aberto em um ambiente escolar foi um surpreendente crescimento para a Rockstar, dando assim uma bela comida de rabo pro Jack Thompson.

Pena que por aqui o game não teve a mesma sorte.


Blood

Blood é basicamente o irmão gêmeo abortado do Doom.

Não é preciso ser gênio pra adivinhar o motivo do banimento deste game aqui. E é pelo mais hipócrita possível: o excesso de sangue.

Uau, estou surpreso que Mortal Kombat tenha se safado dessa e dou graças a Deus todos os dias por isso.

E... é tudo o que eu tenho pra falar por hoje. Sei que o artigo saiu meio curto, mas é porque ultimamente os estudos me impedem de focar em assuntos novos. Então vou tirar um mês de férias pra pensar em coisas novas, e se de repente pintar algo interessante eu posto aqui.

Espero que tenham curtido esse artigo curtíssimo e até a próxima vez!

Agora se me derem licença, vou jogar Postal 2 e tocar o terror por aí...


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